terça-feira, 11 de junho de 2019

5 dicas essenciais sobre leilões de imóveis

5 dicas sobre imoveis advogado especializado especialista divida

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal realizará, nos dias 13 e 26 de junho, um leilão com 60 imóveis populares e de alto padrão no estado de São Paulo. Casas, apartamentos, terrenos e lojas poderão ser adquiridos por valores a partir de 25% do seu preço de mercado (ou seja, com até 75% de desconto).  Organizado pelo leiloeiro Frazão Leilões, os lances poderão ser quitados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o que é praticamente inédito nessa modalidade de venda. Também há possibilidade de financiamento. 

Um dos destaques do leilão é um apartamento de dois dormitórios em Taboão da Serra cujo lance mínimo previsto é de cerca de R$ 32 mil, valor correspondente a um quarto do preço original de mercado. Há ainda oportunidades de negócios na capital e em municípios como Cotia, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Mogi das Cruzes e Mauá.  

"Esse leilão é uma grande oportunidade, já que normalmente os recursos do FGTS só podem ser utilizados para a compra de imóveis novos. Tal facilidade de pagamento abre muitas oportunidades", destaca Claudia Frazão, que comanda a Frazão Leilões. 

Ela explica que os interessados em utilizar o FGTS para dar um lance devem visitar uma agência da Caixa antes do pregão para verificar seu saldo do fundo de garantia e condições de parcelamento, se desejar financiar.  

Além disso, os interessados poderão participar do leilão presencialmente ou pela internet. As informações sobre todos os imóveis estão disponíveis no site da leiloeira. 

Como fazer um bom negócio em um leilão

Ricardo Reis, conselheiro em negócios imobiliários e professor do InfoMoney, afirma que realmente um leilão desse tipo, em que é possível financiar o imóvel e usar recursos do FGTS são “raros no mercado” e podem ser um bom negócio. 

No entanto, comprar um imóvel no leilão não é algo tão simples e é preciso atenção para não cair em ciladas. Reis elencou 5 dicas que o comprador pode seguir para evitar problemas ao comprar um imóvel de leilão. Confira:   

1.  Ler o edital  

O edital é o documento mais importante do leilão, por isso ficar atento às regras e definições que lá estão é crucial. "Tudo o que você precisa saber está no edital. Inclusive, se o leilão não seguir à risca o que estiver no edital, há consequências bem severas para os leiloeiros", diz. 

2. Informar-se o máximo possível sobre o imóvel 

É importante saber se o imóvel que você quer comprar é de boa qualidade. Para isso, o comprador deve se informar sobre tudo o que for possível.

"Além do edital, é possível ligar para o leiloeiro, ligar para quem está respondendo pelo imóvel, ir até o imóvel fazer uma visita, conversar com os vizinhos, conversar com o síndico ou zelador. A ideia é ter certeza antes de fechar o negócio", afirma Reis.

Visitar pessoalmente o imóvel é bem importante. Nos leilões extrajudiciais, ou seja, aqueles em que os produtos são oferecidos por empresas sem interferência do Estado, a visitação sempre é agendada pela gestora do leilão com 2 ou 3 dias antes do término dos lances. É o caso desse leilão da Caixa. 

Os leilões judiciais, quando o bem que será leiloado está penhorado em um processo - ou seja, todo o tramite será via processo judicial -, tem a visitação solicitada pela leiloeira responsável. Por isso é importante manifestar esse interesse na visitação com uma certa antecedência. 

Caso não consiga fazer a visitação, veja se há descrição do estado em que se encontra o bem de forma detalhada e ligue na empresa responsável pelo leilão para tirar alguma eventual dúvida sobre a conservação do imóvel.

3. Consultar um advogado 

Segundo o especialista, consultar um advogado antes de fechar a compra é essencial. Isso porque o profissional pode informar se há processos correndo contra o imóvel ou o antigo proprietário, ou para ajudar caso o dono tenha algum questionamento sobre o leilão e leve para a Justiça, por exemplo.

"Não entre no leilão sem ter consultado um advogado. Em tese quando você compra um imóvel via leilão, tudo deveria ser claro e desembaraçado, sem problemas judiciais futuros. Mas na prática não funciona assim. Por isso, o advogado é precaução", afirma. 

4. Conversar com a pessoa que estiver no imóvel 

No caso de imóvel ocupado, Reis explica que é importante conversar com a pessoa que está lá para entender os interesses e as pretensões dela. "Às vezes, pode levar um tempo até a pessoa sair da casa ou apartamento. Por isso, vale fazer uma negociação até para não comprar o imóvel e ficar com ele parado sem poder locar ou vender, porque há um inquilino  ou morador", explica. 

Além disso, há o risco de, quando o morador deixar o imóvel, coisas como as taxas de IPTU e condomínio estejam atrasadas ou o imóvel esteja em mau estado ou qualquer outro tipo de custo.

"O leilão é público, não há o menor problema em conversar com a pessoa que está no imóvel e tentar negociar uma saída o mais rápido possível. Mas o ideal é comprar um imóvel desocupado para evitar dor de cabeça", diz.

5. Fazer as contas   

Por fim, o especialista afirma que é importante fazer as contas para ver se o negócio vale a pena. Existem custos como taxa de condomínio, IPTU, ITBI [Imposto sobre a transmissão de bens imóveis], taxa para o leiloeiro, corretagem, escritura, que juntos podem chegar a cerca de 10% do valor do imóvel, além outros custos como reformas e o advogado, segundo Reis.

Isso é importante, porque é possível que o retorno do imóvel não seja imediato. "Pode levar um tempo até conseguir vender ou alugar", diz.

Fonte: Infomoney 

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