sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Justiça libera FGTS e seguro desemprego

 
10/02/2015 20h24 - Atualizado em 10/02/2015 20h24
Do G1 Bauru e Marília


Justiça do Trabalho decidiu nesta terça-feira (10) liberar o fundo de garantia e o seguro desemprego aos trabalhadores da Ajax, em Bauru (SP). Eles não recebem os salários desde dezembro e também não receberam o 13º salário.

Os trabalhadores, credores e o advogado da empresa se reuniram nesta terça-feira. Segundo o presidente do sindicato dos metalúrgicos, os credores e o advogado da Ajax pediram prazo de 30 para realizar uma nova assembleia. Na próxima reunião, o investidor que deve assumir a empresa será apresentado. Só depois disso, os salários atrasados e o 13º poderão ser acertados.

A notícia decepcionou os trabalhadores que alegam que as férias e o FGTS também não estão sendo depositados nos últimos meses. Por isso, os manifestantes afirmam que os protestos vão continuar até a situação ser resolvida. “Com certeza, nós vamos continuar sim, nós chegamos até aqui e vamos até o fim”, afirma o soldador Claudemir Alves Barreto.

“É um avanço. Pelo menos diminui o sofrimento desse trabalhador. Porque eles não podem trabalhar e também não recebem”, alega o procurador do MPT Luís Henriqe Rafael. 

No fim da tarde, os funcionários, a direção do sindicato e o procurador do MPT estiveram no fórum trabalhista de Bauru. Eles pediram ao juiz agilidade para a liberação do fundo de garantia e do seguro desemprego.

Os representantes do sindicato dos metalúrgicos procuraram hoje também o Ministério Público Federal para pedir o bloqueio de bens da empresa. O presidente do sindicato, Cândido Rocha, reuniu os funcionários para explicar as medidas pedidas à Justiça. “A Justiça do Trabalho conseguiu adiantar a audiência que poderia demorar meses”. A próxima assembléia será no dia 13 de março.

Protestos

Enquanto uma parte dos trabalhadores interditou com pneus a entrada da sede da Ajax, outra seguiu para o setor de metalurgia que fica no Jardim Tangarás. Os funcionários trancaram o portão principal com cadeados e apreenderam um livro que estava na portaria. Segundo os registros, houve movimentação no local durante o período noturno em janeiro e fevereiro. 

O motorista Manoel Rodrigues, que entrou na unidade, informou que há veículos e materiais. Segundo os manifestantes, o fechamento da entrada garantiria os bens da empresa. “Tem 23 veículos guardados aqui dentro. E daqui não vai sair mais nada, isso é nosso”, garante.

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