segunda-feira, 15 de junho de 2015

Fachin decidirá se julgará planos econômicos

 
15/06/2015 ­- 14:27


A um dia de tomar posse como 11º ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin afirmou nesta segunda­feira que ainda não decidiu se participará do julgamento dos planos econômicos. 

Trata-­se de um dos principais casos em discussão no tribunal e com impacto potencial bilionário para os bancos brasileiros. Caso o ministro resolva não deliberar este caso, não haverá quórum no Supremo para uma definição sobre a ação, que exige no mínimo oito ministros para ser apreciada. Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia já se declararam impedidos para tratar do processo. 

O julgamento do processo no Supremo foi suspenso no ano passado e coloca em questão eventuais perdas de poupadores com a edição de planos econômicos editados no final dos anos 1980 e início dos anos 1990 para debelar a inflação. O STF vai definir se investidores com recursos na caderneta de poupança na implantação dos planos econômicos dos anos 1980 e 1990 têm direito a ressarcimento dos bancos por eventuais perdas. Relator do caso, o presidente do STF, Ricardo Lewandoski, disse que aguarda a posse do novo integrante da Corte para marcar a retomada do julgamento.

Fachin atuou como advogado no STJ contra o antigo Banestado, adquirido pelo Itaú, para pedir correção de perdas com pacotes. O recurso foi rejeitado pelo Supremo. "Duas coisas bem claras e objetivas sobre isso: como advogado eu atuei num caso que resultou no julgamento de recurso repetitivo no STJ sobre prazo prescricional. 

Eu ainda não formei decisão sobre esta matéria e quando a circunstância se apresentar eu vou declinar da posição que no momento ainda não há tenho", disse Fachin, em conversa com jornalistas. O ministro disse que ainda precisa se inteirar dos detalhes do processo. 

"Então vou tomar posse e tomar pé desses processos, especialmente deste, e vou me inteirar disso. E em um momento oportuno, vou manifestar minha decisão. E lhe digo com a maior transparência da alma possível, neste momento não tenho uma convicção formada", afirmou. A discussão sobre os planos foi suspensa no ano passado. 

O STF atendeu a pedido do Ministério Público Federal para revisar os ganhos que os bancos tiveram com a edição dos planos. O MPF estimou esse número em R$ 441 bilhões, dado contestado pelo Banco Central e União. Para o advogadogeral da União, Luís Inácio Adams, os ganhos dos bancos com a execução dos planos não passaram de R$ 26 bilhões.

Fonte: Folhapress - BRASÍLIA ­ 

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