terça-feira, 21 de janeiro de 2014

SEGURADORA DEVE COBRIR ENCHENTES

 


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        A 27ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença que condenou uma 
seguradora de carros a pagar indenização securitária no valor de R$ 4.368,95 a um cliente e indenização por 
danos morais equivalente a 20 salários mínimos. A empresa também pagará multa por litigância de má-fé de 1% 
sobre o valor da causa.
        O veículo do autor ficou parcialmente submerso em alagamento ocorrido no ano de 2009 na região do Parque 
da Aclimação, na Capital. Levado a uma oficina mecânica credenciada, o automóvel foi devolvido à segurada, 
quase um mês depois, sem os reparos necessários, com o motor desmontado e sem algumas peças. A cobertura 
foi recusada sob alegação que as avarias teriam sido causadas por falta de manutenção periódica.
        O relator do recurso, desembargador Gilberto Leme, afirmou em seu voto que os fatos alegados pela seguradora
 não ficaram demonstrados nos autos, até mesmo pelos depoimentos das testemunhas arroladas pela própria empresa.
 O guincheiro que levou o veículo à oficina afirmou que o carro apresentava avarias oriundas de calço hidráulico, 
causadas por água no motor. Outra testemunha afirmou que o veículo chegou à oficina com o motor inteiro.
        Por entender que houve alteração da verdade por parte da empresa, a turma julgadora aplicou a multa por
litigância de má-fé. “Ficou evidente a intensão da ré em alterar a verdade dos fatos para lograr êxito na demanda”,
afirmou o relator.
        Também participaram do julgamento os desembargadores Campos Petroni e Berenice Marcondes Cesar. 
A decisão foi unânime.



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