quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Imóveis mais baratos em leilão


Embora haja riscos, arrematar casa, apartamento ou lote em leilão pode ser boa opção de economia. É preciso atenção e disposição.
 ANDRÉ PASSOS
Em 13/02/2013, 00:24
Comprar casa, apartamento ou mesmo lote por meio de leilão pode representar economia de até 30%. O preço do lance inicial pode ser até 50% inferior ao valor de mercado, mas, como a concorrência é grande, a diferença cai. Ainda assim, o negócio pode ser boa alternativa para quem busca residência para morar ou investir. 

De acordo com a gerência de alienação da Caixa Econômica Federal (CEF) em Goiás, 199 imóveis foram ofertados no Estado no ano passado. O maior lance, em 2012, foi de R$ 470 mil e o menor, de R$ 21.270. A modalidade é crescente e motivada pela economia que proporciona. Desse total, 64 foram vendidos. 

No momento, a Caixa tem imóveis à venda em mais de 30 cidades goianas, na modalidade maior lance. Nove deles estão em Goiânia e têm valores de lance inicial variando entre R$ 32,7 mil e a R$ 225 mil. Há imóveis em Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Caldas Novas, entre outras. O site especializado Zukerman leilões também tem vários imóveis em Goiânia, Anápolis e outras quatro cidades goianas. Além deles, outras instituições financeiras como os Bancos Bradesco e do Brasil também oferecem leilões de imóveis regularmente.

É um bom negócio, mas esconde algumas dificuldades que podem desestimular a compra. Há riscos e vários cuidados precisam ser tomados antes da decisão de dar um lance. A ocupação pode não ser imediata e, se o antigo dono ainda estiver no imóvel, é preciso estar preparado para uma longa briga judicial.

O interessado precisa levantar dívidas antigas, checar documentos, estudar as melhores formas de pagamento e ler com atenção todas as regras do edital.

Investimento

O empresário da área da construção Wander Alves de Aguiar, 37, está ciente desses problemas. Junto com o sócio Fabrício Nery Trindade, 35, ele comprou uma casa com 390 m², sendo 69 m² de área construída, em um leilão no ano passado. A casa, comprada por preço 20% inverior ao de mercado, custa hoje R$ 130 mil, o que representará um ganho líquido de R$ 34 mil após a venda.

Aguiar e Trindade já adquiriram 12 imóveis em leilões desde 2010 e dizem que observar se o imóvel está ocupado ou não é tão importante quanto a avaliação de preço.

Os ocupados têm preço inicial de venda mais baixo que os já desocupados. “Normalmente há gastos normais com pintura e reforma para se adequar aos padrões do mercado, mas há casos onde os antigos proprietários arrancam pias, portas, fiação, torneiras e portão”, avisa Aguiar.

De acordo com o advogado especialista em direito imobiliário Marcelo Parahyba, o leilão é um procedimento de venda de imóveis penhorados. Trata-se da venda do patrimônio do devedor realizada pelo Estado, por intermédio de praça ou leilão, àquele que maior lance oferecer.

Lance será somado a taxas de operação

No ato do leilão, os lances são verbais e ofertados pelos interessados ou seus procuradores, estes devidamente investidos por instrumento de mandato, com firma do outorgante reconhecida por tabelião. O arrematante paga, ao leiloeiro, o valor da comissão correspondente a 5 % do lance vencedor, e este não compõe o valor do lance ofertado, e, a título de sinal, para garantia de contratação, o valor correspondente a 5% do lance ofertado. Para participar basta ser maior de 18 anos e/ou emancipado.

Segundo a Caixa, os interessados que desejarem contar com financiamento ou utilizar recursos da conta vinculada do FGTS, para pagamento total ou parcial do lance, deverão dirigir-se a uma das agências do banco, da região de abrangência do leilão, a fim de obterem o documento de habilitação prévia: Carta de Crédito emitida pela Caixa.

Após o arremate, o comprador tem o prazo máximo de cinco dias úteis, contados da data do leilão, para comparecer à agência contratante, especificada na proposta, para efetuar o pagamento do restante da parte não financiada ou do valor total, se à vista, e apresentar a documentação necessária para finalização do contrato de financiamento.

O arrematante tem o prazo máximo de 30 corridos, contados da data do leilão e será considerado desistente, perdendo o título de sinal, se não se apresentar nesse período.



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