terça-feira, 24 de abril de 2012

Doação de órgãos entre vivos


Mulher poderá doar rim ainda em vida à paciente de outra família

A Justiça concedeu um alvará para que a uma mulher possa doar o rim ainda em vida. Isso significa que a doadora poderá concretizar o gesto nobre da doação de órgãos para uma pessoa que não é um familiar direto da dela. A decisão foi na juíza da 35ª Vara Cível de Belo Horizonte do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Luzia Divina de Paula Peixoto.

A voluntária provou ser casada com um sobrinho da esposa de um paciente portador de insuficiência renal que necessita de transplante. Segundo o TJMG, depois de constatada a compatibilidade, a mulher resolveu, por livre e espontânea vontade, doar um de seus rins. A doadora informou à Justiça que, do ponto de vista clínico, foi comprovado que não haveria contraindicação caso a cirurgia de doação seja feita.

De acordo com o TJMG, a lei 9.434/97, estabelece que a doação de órgãos só pode ser feita livremente entre familiares até o quarto grau. Se a doação for feita por outra pessoa, há necessidade de autorização judicial e que o órgão seja duplo. A juíza entendeu que, diante da compatibilidade entre doadora e receptor e em observação aos princípios da preservação da vida, o pedido de autorização judicial para o transplante renal deve ser acolhido.

Luana Cruz - Estado de Minas



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