quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Governo aponta erro em emenda da saúde para adiar votação

01/09/2011 - 08h21 - DE BRASÍLIA
ANA FLOR
MARIA CLARA CABRAL


Com o objetivo de retardar a votação da Emenda 29, que trata da destinação de recursos para a saúde, o governo adotou a estratégia de superestimar um erro no projeto. Segundo o ministro Alexandre Padilha (Saúde), o país pode perder cerca de R$ 6 bilhões que hoje são gastos na área.
O erro, segundo deputados da base, refere-se ao percentual que os Estados devem gastar com saúde. Texto aprovado na Câmara diz que os governadores não precisariam incluir no cálculo de investimentos o repasse do Fundeb para os municípios. O problema é apontado três anos após a aprovação do texto principal. Para a votação ser concluída na Câmara, falta apenas votar um destaque, mas o texto ainda precisa voltar para o Senado.

A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) pediu um estudo para "dimensionar o tamanho do problema". O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), é contra. Diz que não há tempo. Até o relator do texto aprovado em 2008, Pepe Vargas (PT-RS), afirma que não é preciso reiniciar o processo, bastaria apenas uma modificação do texto no Senado.

Na quarta-feira (31), durante reunião com líderes, Padilha apontou novas alternativas de recursos, como a maior taxação do álcool e do tabaco e a cobrança maior pelo envio de recursos para o exterior. Segundo o líder do PT, Paulo Teixeira (SP), a criação de um novo imposto também não está descartada. 

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