quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Considerações acerca de leiloes imobiliários

Quem dá mais? Vendido! Aprenda mais sobre os leilões imobiliários e descubra como comprar sua casa e aproveitar uma boa oportunidade de negócio.

1. Quero participar de um leilão, como fazer? O ponto de partida é a leitura dos editais publicados em jornais de grande circulação e pesquisa nos sites de bancos e de leiloeiros oficiais. Esses documentos informam o endereço do imóvel, a metragem, a infra-estrutura (se o prédio tem garagem, por exemplo), o valor do lance e se ele está desocupado. O anúncio traz também o dia e local onde será feito o arremate e as datas da visita, ideais para você avaliar o estado do imóvel, a infra-estrutura do bairro e a até cotar o preço dele numa imobiliária da região.

2. De onde vêm esses imóveis? Segundo o diretor-executivo do Secovi-SP (Sindicato da habitação) Celso Petrucci, a maioria pertenceu a inadimplentes, que deixaram algum débito em aberto no financiamento, no condomínio ou no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Em menor quantidade, a imobiliária Lopes em parceria com o Unibanco e o leiloeiro Mauro Zukerman também oferece em seus lotes unidade usadas como permutas e as outlet (ponta-de-estoque). "São aqueles apartamentos que faltam para a construtora fechar a cartela de vendas de alguns prédios", conta Celso. Nesse caso, eles estão novinhos, com desconto de até 30%, e você será o primeiro dono.

3. Posso ter acesso à documentação de um imóvel antes do dia do leilão? Sim! A papelada do imóvel ficará disponível aos interessados no escritório do leiloeiro ou no banco. Alguns especialistas, no entanto, aconselham o interessado a também conferir na prefeitura qual o valor do IPTU e se há dívidas. (Esses débitos serão repassados para o novo comprador). Veja também no cartório de registro da região se a certidão do imóvel está no nome do banco ou da financiadora. Muita cautela, se a pesquisa mostrar ação judicial pendente. Neste caso, se você quer realmente fazer negócio, recomenda-se uma avaliação do caso com um advogado.

4.Qual a vantagem de comprar um imóvel em um leilão? O preço. Fazendo uma boa pesquisa, você pode encontrar bons imóveis com desconto que pode chegar a 60%.

5. Como funciona um leilão? No horário e dia informados no edital, o leiloeiro com registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo fará o anúncio do número do lote ou do nome do prédio. Em seguida, ele informa o valor inicial e sugere "quem dá mais?". Em alguns casos, o leiloeiro aceita lances prévios, por internet ou procuração. Qualquer pessoa física ou jurídica pode acenar com a mão aceitando a oferta ou anunciar um novo valor. Uma vez que ele diga "vendido", que pode ser acompanhado de uma martelada, você preenche e assina um documento dando visto da dívida e do pagamento de uma taxa de 5% ao leiloeiro. O pagamento e acertos de possíveis financiamentos costumam acontecer no final do evento. A documentação sai entre 30 e 45 dias em seu nome, depois da quitação do imóvel.

6. Como é a forma de pagamento? Cada banco tem sua regra e isso costuma ser informado no edital ou pelos gerentes no dia do leilão Alguns pedem entrada de 15 a 20% do valor do imóvel e financiam o restante em 12 vezes. Há bancos que oferecem pacotes de financiamento com até 180 prestações, mas nesse caso é preciso comprovar renda e dar entrada numa documentação.

7. Que tipos de problema eu posso ter comprando um imóvel num leilão? Você poderá ter problemas no caso de imóveis ocupados e com pendências judiciais. Nessas situações, você não poderá entrar no imóvel para avaliar as instalações. E se efetivar a compra, caberá a você arcar com as despesas de ação de despejo, que podem perdurar de três meses a dois anos, e depois colocar em dia as dividas de condomínio, IPTU e taxas.

8. Posso cancelar a compra feita no leilão? Se o pedido for feito no mesmo dia do lance, alguns leiloeiros aceitam fazer o cancelamento da compra, mas exigem o pagamento de uma multa de 20 a 30% do valor do bem arrematado. Em outras hipóteses, a desistência torna-se quase impossível. Por isso, não entre num leilão sem ter certeza do que exatamente você quer e de até quanto você pode pagar.

Fontes: Secovi-SP (Sindicato da habitação), Bradesco e Banco do Brasil

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