terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Negado HC no caso do Prefeito de Jandira

21/12/2010 - 14h15

Justiça nega habeas corpus a suspeito de mandar matar prefeito de Jandira (SP)

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


O TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo negou nesta terça-feira o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Wanderley Lemes de Aquino, 44, ex-secretário de Habitação de Jandira (região metropolitana) e investigado sob suspeita de ser o mandante da morte do prefeito Walderi Braz Paschoalin (PSDB), no último dia 10. Aquino foi preso sob a acusação de apropriação indébita.
Thiago Vieira-16.dez.10/Folhapress
Secretário de Habitação, Wanderlei Lemos de Aquino, é uma das seis pessoas investigadas pela morte do prefeito
Secretário de Habitação, Wanderlei Lemos de Aquino, é uma das seis pessoas investigadas pela morte do prefeito
 
Segundo o desembargador Geraldo Wohlers, da 3ª Câmara Criminal do TJ, "as circunstâncias do caso não autorizam a concessão de liminar". O mérito do habeas corpus, que foi impetrado no dia último dia 16, ainda será julgado.

O advogado Mauro Otávio Nacif, que defende Aquino na investigação sob a morte de Paschoalin, entrou, na última segunda-feira (20), com um outro pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça. Segundo ele, o objetivo é pedir que Aquino responda ao inquérito sob a morte do prefeito em liberdade.

"Ele é réu primário, tem família constituída e endereço fixo. Por isso, não há motivos para uma eventual prisão temporária", diz Nacif.

Nacif afirmou que as denúncias sobre Aquino relacionadas à morte do prefeito sã baseadas em 'fofocas'. "O ex-secretário era muito amigo do prefeito e não tinha motivos para mandar matá-lo", afirma o advogado.

Aquino está preso em Carapicuíba (também na Grande SP) e foi exonerado do cargo.

A polícia apreendeu documentos, o computador e até o lixo da sala do ex-secretário em busca de possíveis provas que o liguem à morte de Paschoalin. Ele nega envolvimento.

Por existir a suspeita de que Aquino tenha telefonado para um dos quatro homens presos sob a acusação de ter participado do crime, a Justiça determinou ontem a quebra de seu sigilo telefônico.
CRIME ORGANIZADO

Para a polícia, o secretário é suspeito de ter tramado a morte de Paschoalin por causa da disputa por propinas.

Um dos presos pela morte de Paschoalin, Felipe dos Santos Teodoro, liga o crime à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Felipe é filho de um acusado de tráfico de drogas morto há dois meses pela polícia e que era considerado gerente do PCC no município.

Outros três homens foram detidos como supostos assassinos do prefeito. Os três tinham resquícios de pólvoras nas mãos.
O CRIME

Paschoalin foi morto com 13 tiros no último dia 10, quando chegava à rádio Astral FM para participar do programa semanal 'Bom Dia, Prefeito'. Era perto das 8h quando dois homens dispararam uma rajada de tiros de fuzil e submetralhadora no carro em que ele estava.

O segurança do prefeito, o Geleia, também foi atingido e está internado no Hospital das Clínicas. A polícia faz a segurança do local para evitar que ele seja assassinado.

Quatro homens já foram detidos suspeitos de participar do crime. Nenhum deles deu declarações à polícia.

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