quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sem correção da tabela, IR será maior


Acaba este ano o compromisso do governo federal de corrigir a tabela do Imposto de Renda (IR) em 4,5% para repor as perdas provocadas pela inflação. O benefício foi concedido de 2007 a 2010 por meio de Medida Provisória, convertida em lei com prazo de validade determinado. Caso uma nova correção não seja definida até o fim do ano, o trabalhador pagará mais IR em 2011.

O pagamento de mais imposto ocorre porque o contribuinte que teve aumento de renda poderá deixar de ser isento ou subir de faixa de tributação e receber uma mordida maior do Leão.

Outro problema é a falta de correção dos valores das deduções sujeitas a limites, tais como o de abatimento por dependente e as despesas com educação. Isso também faz com que o IR fique mais pesado para o contribuinte.

De acordo com o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, o assunto deve ser tratado em reunião hoje entre as centrais sindicais e o governo. O encontro foi marcado para discussão do novo salário mínimo e pode ser aproveitado para iniciar a discussão sobre o IR. “Esperamos conseguir um novo acordo até dezembro”.

Levantamento do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) mostra que as correções já aplicadas não corrigem inteiramente a defasagem da tabela. Entre 1995 e 2010, ela foi corrigida em 88,51%, mas a inflação acumulada no período foi de 209,36%, o que leva a uma defasagem de 64,10%.

Segundo simulação do Sindifisco, uma pessoa com renda mensal de R$ 3,5 mil, paga R$ 281,88 de imposto. Com a tabela corrigida pelo resíduo inflacionário de 64,1%, o valor cairia para R$ 86,26.

Gisele Tamamar

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