quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Linguagem de seguros dificulta entendimento

Setor de seguros reconhece que linguagem pode dificultar entendimento do consumidor

Por: Gladys Ferraz Magalhães
10/11/10 - 08h29
InfoMoney


SÃO PAULO - Tornar a linguagem utilizada nos contratos de seguros mais acessível é um dos objetivos do setor de seguros. A informação é do superintendente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Paulo dos Santos, conforme publicado na edição 874 da Revista de Seguros.

De acordo com ele, tornar os termos técnicos mais simples, além de deixar o seguro mais compreensível para o consumidor, ajudará o setor a atrais mais clientes, sobretudo das classes mais humildes da população.
“Esse consumidor que agora está conquistando bens e sentindo a necessidade de protegê-los precisa de um entendimento especial, pois não sabe nada ou quase nada sobre seguros (…) Se eles não compreenderem ou forem mal entendidos, virarão as costas e nunca mais voltarão”, adverte Santos.

Pesquisa

De acordo com pesquisa  realizada, em março, com os participantes da I Conferência Interativa de Proteção do Consumidor de Seguros, pela CNSeg e pela Escola Nacional de Seguros, 69% dos participantes da enquete concordam que, na hora de contratar uma apólice de seguro, a linguagem técnica e jurídica utilizada nas informações recebidas pelos clientes ainda confunde o consumidor, enquanto somente 14% dos entrevistados acreditam que as informações dadas aos clientes são suficientes para a contratação de seguro de forma consciente.

Além disso, 77% dos participantes acham que, se os manuais dos diferentes produtos de seguro tivessem uma folha inicial com cerca de 10 a 15 informações essenciais sobre o produto contratado, isso facilitaria a compreensão do consumidor.

0 comentários:

Postar um comentário