sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Entenda quando as cobranças por e-mail ou fax são válidas e fuja dos golpes

SÃO PAULO –  Você já recebeu algum e-mail de cobrança? Dê uma olhada na caixa de spams do seu e-mail. Provavelmente alguém já tentou lhe aplicar um golpe. Porém, por mais que os meios eletrônicos como a internet sejam os veículos preferidos pelos criminosos, a cobrança digital  - por e-mail ou fax – existe e sua adoção tende a crescer.

Dados da consultoria CMA mostram que, entre junho e julho deste ano, a cobrança de consumidores inadimplentes por meio eletrônico apresentou alta de 12%. O chamado Índice CMA de Cobrança Digital revela que foram 1,936 milhão de documentos de cobrança enviados por e-mail ou fax no mês passado.

Não pode constranger

A coordenadora institucional da Pro Teste - Associação de Consumidores, Maria Inês Dolci, explica que esse tipo de cobrança só é válido se for autorizado previamente pelo consumidor. No caso do fax, por exemplo, outras pessoas podem ter acesso à cobrança em nome de um colega de trabalho, colocando o inadimplente em situação vexatória.
“Qualquer situação que coloque a pessoa com dívidas atrasadas em constrangimento torna a prática da cobrança abusiva”, explicou Maria Inês.

“Uma cobrança por correspondência tem aviso de recebimento, enquanto por telefone há a gravaçãda ligação para comprovar que está falando com o cliente. Então, é preciso ter certeza de que o consumidor foi avisado de que receberia a cobrança por aquele meio, até para não confundir um e-mail com um golpe, não dar a devida importância à cobrança e acabar sendo prejudicado”, completou.

Procedimento da cobrança digital

O gerente da unidade de comunicação digital da CMA, Narciso Souza, explica que o envio de cobranças por meios digitais se dá utilizando os dados  - telefone e e-mail - informados pelo  consumidor em seu cadastro no banco ou na loja na qual está em dívida. Já o envio da  cobrança é feito apenas após realizada a negociação entre o call center da empresa de cobrança e o consumidor inadimplente.

“Eles dois estabelecem uma negociação, e pessoas em  processo de inadimplência finalizam dizendo de qual maneira ele pode pagar e, depois disso, ele decide como quer receber o boleto – um SMS no celular com o código bancário, um boleto por fax ou e-mail - e qual é o número e o endereço eletrônico. Não é uma ação vazia, uma mensagem enviada ao cliente sem que ele seja requisitado”, disse Souza.

O executivo lembra que já houve ocasiões em que clientes pensaram que o e-mail de cobrança se tratava de um spam (e-mail fraudulento). Neste caso, segundo ele, a empresa tinha a negociação feita por telefone gravada e o cliente se “lembrou” de que deveria aguardar o envio do e-mail.

Consumidor avisado

“Tanto a empresa quanto nós que enviamos o e-mail deixamos evidenciado no corpo do texto quem é a empresa que está fazendo a cobrança. Colocamos os dados do cliente, o domínio da empresa está no endereço de e-mail do remetente e o telefone de contato para tirar eventuais dúvidas”, disse Souza.

Ele alerta ainda que, quando um e-mail é malicioso, não há dados sobre o consumidor, os telefones são falsos e o remetente possui endereço estranho, com domínio duvidoso. “Mas as ocasiões de má interpretação das cobranças eletrônicas são raros, pois o consumidor já está avisado e aguardando o envio”, finalizou.
Por: Evelin Ribeiro
10/08/10 - 09h28
InfoMoney
 

0 comentários:

Postar um comentário